Os resultados do Censo Coworking em 2018

O ano passa rápido! E a Coworking Brasil já publicou o Censo Coworking deste ano. É claro que nós, aqui do DESK Coworking, vamos compartilhar todos os resultados com vocês.

Em 2017, o coworking explodiu. O crescimento foi de 114% em relação ao ano anterior. Como era esperado, apesar de ainda acelerada, essa taxa agora caiu um pouco. O resultado, entretanto, não é ruim, uma vez que o mercado está se mostra mais organizado e maduro. Características essenciais para continuar evoluindo de um jeito sustentável.

A flexibilidade parece ser a palavra que mais resume o mercado do coworking atualmente. Existem espaços compartilhados de trabalho de todos os tamanhos e perfis, distribuídos em 169 cidades de todo Brasil.

O crescimento do coworking em 2018

Em 2017 tínhamos 810 coworkings espalhados pelo País. Agora são 1.194. Um crescimento de 48%. A pesquisa encontrou espaços de 50 a 5 mil metros quadrados em 26 estados do País e 169 municípios diferentes. A maioria deles fica nas capitais e estão localizados em bairros comerciais. Já falamos aqui que a localização é um diferencial quando se fala em coworking, não é mesmo?

São Paulo lidera a lista, seguido pelo Rio de Janeiro e Belo Horizonte, cidade onde estamos localizados.

Todos os números referentes à evolução do coworking no País foram positivos se comparado a 2017:

  • 127 milhões de reais movimentados (+ 57%)
  • 214 mil pessoas circulando por eles (+2%)
  • 88 mil estações de trabalho disponíveis (+ 57%)
  • 7 mil empregos gerado (+ 100%)

Estrutura

Vários espaços consolidaram suas atividades em espaços maiores e super estruturados: salas de reunião, treinamento, escritórios privativos e amplos espaços de convivência.

Por outro lado, pequenas empresas, cafeterias e centros comerciais também parecem absorver o espírito coworking. Mesmo que de forma improvisada, muitos desses locais abriram as portas para a comunidade local.

A grande verdade é que não existe um modelo perfeito para o negócio coworking. Cada um vem experimentando diferentes tipos de estrutura e serviços, e testando o que funciona.

O DESK, por exemplo, conta com três unidades. Cada uma com uma particularidade. A unidade Santa Efigênia adota o perfil mais tradicional com foco nas estações de trabalho compartilhadas. Localizada ao lado do novo Fórum de BH, a unidade Raja Gabáglia tem concentrado suas forças nas salas privativas, direcionadas principalmente aos advogados.

A unidade da região da Pampulha, por sua vez, está alinhada ao conceito de amplo espaço com área de convivência. O coworking funciona em uma casa com mais de 4000m². Assim, além das estações de trabalho compartilhadas, ainda oferece salas privativas, de treinamento, reunião e uma deliciosa área externa para diversos tipos de atividades. Lá também funciona o Restaurante Reserva Natural.

Perfil

76% dos coworkings têm como principal atividade os espaços compartilhados e estão localizadas em casa (36%) ou conjunto comercial (32%).

A maioria dos espaços (75%) são multidisciplinares, não atuando em um mercado específico. 12% tem como foco a Indústria Criativa e 5% TI e Tecnologia.

Outros diferenciais:

  • 40% Atendimento em Inglês
  • 21% Atendimento em Espanhol
  • 42% com Estacionamento Próprio
  • 73% oferecem Endereço Fiscal
  • 24% Pet Friendly
  • 4% Kid Friendly
  • 52% tem bar/cafeteria
  • 57% acessível para cadeirantes
  • 55% espaço ao ar livre
  • 32% funcionam 24h
  • 70% oferecem Escritório Virtual
  • 28% vendem bebidas alcóolicas

Consolidação dos espaços

Houve crescimento do faturamento médio anual. A lucratividade, entretanto, revelou uma pequena queda em relação ao ano passado.

R$257 mil foi a receita anual, 9% maior que 2017. R$86 mil a lucratividade anual, 4% menor que 2017.

Maturidade: 33% se considera iniciante, 29% passaram da fase inicial e estão indo bem e 7% são maduros e estáveis. 21% iniciarem projeto de expansão!

Lucratividade: 38% lucraram dentro do esperado, 37% abaixo do esperado, 14% tiveram prejuízo.

Investimento: R$327 mil é o investimento inicial médio. A maior parte da origem do capital inicial é pessoal, 10% provem de empréstimo familiar e 9% de investidores.

Desafios

41% dos espaços disseram que o principal desafio no início foi apresentar o projeto para a comunidade local. Já 36% revelaram que foi encontrar os primeiros clientes. 7% contaram que foi projetar e planejar o espaço.

94% dos coworkings têm fins lucrativos e 62% consideram a oferta de espaços suficiente para a demanda em suas cidades.

Quem são os coworkers

Estima-se que mais de 200 mil pessoas passem pelos coworkings brasileiros por mês. Pequenas empresas de até três pessoas são o principal público desses espaços (40%).

No total, são 21.2 coworkers residentes por espaço e 180 pessoas circulando mensalmente.

Planos usados: 57% plano mensal, 10% plano por hora e 5% plano por dia.

Frequência: 22% mensalmente, 16% bimestralmente e 9% Semanalmente

Tempo de permanência: 27% permanecem no mesmo espaço por 6 meses a 1 ano, 21% de 3 a 6 meses e 14% de um a dois anos. 5% estão há mais de dois anos no mesmo espaço.

Vale lembrar que 54% dos coworkings oferecem eventos para seus membros regularmente.

Curtiu? Você confere a pesquisa completa, inclusive por cidade e região pelo site do Coworking Brasil. No próximo artigo, vamos falar como abrir uma empresa gastando pouco dinheiro. Aguardem!

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