Endereço comercial x endereço fiscal?

Por: DESK Coworking

Endereço fiscal e endereço comercial são entendidos como sendo o mesmo serviço oferecido por um coworking. Existem, entretanto, diferenças relevantes entre os dois produtos. E é isso que vamos esclarecer hoje.

Endereço comercial

A função é apresentar comercialmente uma empresa. Os coworkers utilizam-no em cartões de visita, sites e outras peças de divulgação do seu negócio.

Endereço fiscal

É utilizado exclusivamente para fins tributários e formais, como a abertura jurídica da empresa. Neste caso, o endereço aparece na documentação oficial: cartão do CNPJ, contrato social, alvará de localização, inscrição estadual e municipal, dentre outros.

A pergunta que se faz agora é: qual a vantagem de cada um deles para os founders e coworkers? Quais os pontos negativos? E as precauções a serem tomadas?

Oferecer os serviços de endereços comercial e fiscal é bastante lucrativo para os coworkings. É uma possibilidade de ganhar uma receita extra, sem grandes (ou até mesmo nenhum) custos adicionais. E mais: não demanda muito trabalho e nem consome produto e infraestrutura, já que está apenas emprestando o endereço.

O coworker, por sua vez, ao contratar um serviço de endereço fiscal ou comercial está conferindo uma imagem corporativa e profissional ao seu negócio. Ele consegue comprovar a existência da empresa para órgãos públicos e clientes ao fornecer um endereço. Isso tudo sem contar na redução de custos, já que alugar um escritório particular é muito mais caro e burocrático do que alugar um endereço para fins comerciais ou fiscais.

Os problemas

A utilização de endereços de terceiros pode ocasionar alguns transtornos tanto para os founders quanto para os coworkers, que utilizam-no.

O relacionamento entre as duas partes pode ser sólido e duradouro. O problema é quando a separação acontece. As empresas se mudam por diversos causas: logística, crescimento e encerramento das atividades. E é justamente neste último motivo que mora o perigo.

O endereço fiscal, por exemplo, não acaba até que os sócios decidam alterá-lo junto aos órgãos fiscais competentes. Em algumas cidades, não existe sequer uma comunicação que se possa fazer aos órgãos de registro para informar que a empresa não está mais autorizada a utilizar o endereço fiscal do coworking.

Vamos a um exemplo prático. Determinada empresa começa a utilizar o endereço fiscal de um coworking. Meses depois, essa mesma empresa some do espaço. Não paga e não modifica o endereço fiscal. Pior: não honra com nenhum dos serviços prometidos e nem paga fornecedores. Nenhum coworking gostaria de estar vinculado a esse tipo de imagem negativa, certo?

Com o endereço comercial as coisas se mostram um pouco mais simples, já que ele não está vinculado a nenhum documento oficial. É preciso, entretanto, ter cautela.

Já aconteceram casos de coworkings que disponibilizaram o endereço comercial para uma empresa. A empresa, entretanto, cancelou o serviço do endereço comercial e não cumpriu com o prometido com os clientes. O resultado: os clientes chamaram a polícia por entender que aquele era o endereço da empresa que os lesou. Imagina só que situação ‘tensa’ para o coworking e os outros coworkers que lá trabalham.

Como os serviços funcionam na prática?

Quase todos os coworkings e escritórios virtuais oferecem o serviço de endereço comercial. A maioria dos espaços, inclusive, permite o uso avulso. Em outros, é preciso que o coworker esteja atrelado a um plano residente.

O uso do endereço fiscal é mais restrito. Existem pré-requisitos mais duros, como contratos de longo prazo, ou tempo mínimo de casa.

Vale a pena ficar atento a alguns pontos antes de oferecer ou contratar os serviços.

A Legislação Municipal: É permitido registrar duas empresas no mesmo endereço? Aquele endereço pode receber uma empresa que oferece uma atividade como a sua? Para os founders: quando você precisa remover um cliente, como funciona na prática? É necessário que seja uma ação por parte do seu ex-cliente?

O background do cliente e os outros clientes do coworking: Analise o histórico do contratante do serviço, sem se limitar a órgãos de proteção ao crédito como SPC e Serasa. Qual é o negócio da empresa? Quem são os sócios? Eles têm pendências com a justiça? Lembre-se que é à sua porta que irão bater. O mesmo vale para o coworker. Leve em conta o endereço, a história do espaço, quais clientes utilizam-no. É a imagem da sua empresa que está em jogo nessas horas.

O lucro é maior que o risco?

É preciso encontrar uma mensalidade que esteja compatível com os preços do mercado, ao mesmo tempo em que possibilita a criação de um caixa de emergência caso tenha algum problema no futuro. O mesmo vale para o coworker na hora de contratar o serviço. Os preços têm que ser mais vantajosos que abrir um escritório particular.

Na próxima semana, voltamos com um assunto quente sobre o universo do coworking. Vamos tirar uma dúvida recorrente da maioria dos coworkers: como receber clientes em um escritório compartilhado?

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