Terceirização faz crescer demanda por coworking

Sancionada no final de março pela presidência da República, a controversa Lei da Terceirização começa a aquecer o mercado do coworking no Brasil.

A Terceirização favorece a abertura de pequenas e médias empresas que precisam de um endereço fiscal para se estabelecerem.

A solução está no coworking, que como já deve ser de seu conhecimento, oferece toda a infraestrutura física e comodidade de um escritório particular: espaço de trabalho, mobiliário, internet, telefone, sala de reunião, sala privativa e até mesmo domicílio fiscal.

Ou seja, um ambiente super profissional para o empreendedor estabelecer o seu negócio, além de receber clientes.

Isso tudo sem contar na economia. Segundo levantamento divulgado pela coluna Gestão Descomplicada, de Carlos Julio, na CBN, estabelecer um negócio em um coworking é 38% mais barato do que os gastos com uma sala privada.

E o melhor de tudo: sem a dor de cabeça de ter que lidar com as empresas de telefonia, internet, reuniões de condomínio e outras tarefas burocráticas que ter um escritório próprio exige.

Além disso, essa nova Lei pode representar um aumento na geração de empregos. Com a crise que o país enfrenta, muitas empresas não estavam contratando por conta dos altos encargos gerados pela CLT.

Agora, elas podem investir na contratação de profissionais terceirizados, estimulando, assim, o ciclo da criação de microempresas.

É preciso, assim, entender esse novo novo contexto e se adaptar às novas oportunidades que podem surgir pelo caminho.

O que é a Terceirização?

A Terceirização acontece quando uma empresa prestadora de serviços é contratada por outra empresa para realizar serviços determinados tipos de serviço.

A prestadora emprega e paga o trabalho realizado pelos funcionários e não há vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores das empresas prestadoras de serviços.

Antes a Terceirização era permitida apenas para as atividades-meio, ou secundárias, das empresas. Com a Lei 13.429, sancionada por Michel Temer, todas as atividades poderão ser terceirizadas.

Como os coworkings podem aproveitar essa oportunidade?

É hora dos coworkings investirem e mostrarem como eles, de fato, são os locais perfeitos para os novos empresários. Os profissionais vão precisar de investir em mais estações de trabalho, e com maior estrutura.

Além disso, a quantidade de coworkers de um espaço também vai ser um fator de escolha, uma vez que se trata de uma ótima oportunidade de se fazer networking.

O ideal é reforçar cada vez mais o espaço, deixando o cada vez mais atrativo. É importante oferecer cursos, eventos semanais e outros diferenciais e comodidades que podem agregar ao negócio dos novos empreendedores que estão surgindo no mercado.

As possibilidades para os profissionais

Para quem atuava como freelancer ou PJ, é o momento ideal de compreender as novas relações de trabalho, vagas temporárias e pagamento por serviço executado, além de explorar ao máximo as possibilidades de parcerias. Sim, o trabalho vai ser cada vez mais colaborativo.

Vale lembrar que ao contratar um especialista para executar uma demanda específica, as empresas prezam muito pela qualidade. O profissional deve consolidar o seu nome no mercado para ser chamado outras vezes, e até mesmo indicado para outras oportunidades.

O prestador de serviços perde direitos com a Terceirização?

Para o profissional liberal de áreas que envolvem o trabalho intelectual (publicitários, jornalistas, consultores, advogados, designers, programadores), maior demanda por coworking hoje no Brasil, a Terceirização pode ser super benéfica.

O freelancer que costumava fechar jobs curtos tem agora a oportunidade de arranjar contratos um pouco mais longos, com todos os direitos previstos por Lei.

A diferença é que o colaborador é contratado pela empresa terceirizada e não pela empresa final que usufrui do serviço realizado.

Em caso de reivindicação de direitos, a negociação deve ser feita com a empresa subsidiária. Isso quer dizer que a empresa prestadora de serviço deve ser a primeira acionada.

Vale lembrar que estão surgindo no mercado alguns cursos para entender melhor a Lei da Terceirização, compreendendo, assim, as possibilidades de competição tanto para quem quer oferecer serviços quanto para quem quer contratar novos serviços.

E você: o que acha da Lei da Terceirização? Como ela vai impactar o seu trabalho ou negócio?

Na próxima semana, vamos falar quanto custa a papelada para abrir uma empresa no Brasil.

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